Meus Poemas-79.


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PESSOAS QUE PASSAM.

Quantas pessoas passam em nosso caminhos
Feridas, cansadas, doentes, rumo à perdição.
Parecem que normais, mas perderam a visão,
São conhecidos. Uns de longe, outros vizinhos.

Colegas de trabalho, um amigo ou um irmão,
Nós passamos de largo sem caso dele fazer,
Esquecendo o que a Palavra nos está a dizer,
Para sentirmos por essas pessoas compaixão.

Mas passamos pelo outro lado, simplesmente,
Calados, indiferentes,com nossos olhos no chão,
Assim passamos,sem lhe ter falado da salvação,
Podemos viver assim o cristianismo sinceramente?
Por: António Jesus Batalha.

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ELE ESTÁ LÁ.

Quando ruge o tentador,
Do seu rugido tu tens temor.

Ele está lá.

Quando o vento forte soprar,
E teu barco parece afundar.
Ele está lá.

Ele está lá.
Mesmo na imensa escuridão,
Quando tens perdido a visão.

Ele está lá.
Se tu ficas aflito sem nada ver,
Sossega irmão, só tens de crer.

Ele está lá.
Quando a tempestade aumenta,
E se for muito grande a tormenta.

Ele está lá.
Quando fores desprezado.
Ou pelo Diabo fores tentado.
Ele está lá.

A promessa que Ele deixou.
Pois a ninguém desamparou,
E sempre ao teu lado ficou.
Ele está contigo.
Por: António Jesus Batalha.

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O POETA.

O poeta não entoa apenas dor,
O que lhe vai na alma,disso fala,
Como o soprar do vento se embala,
Fala de raiva,angustia e de amor.

Dos raios da lua num mar prateado.
Dum céu enevoado escuro sem luz,
Do macho que a sua fêmea seduz,
Escreve do sábio, e do amalucado.

Lembra toda a nostalgia percorrida,
Dum amanhecer quente e tardio,
Do trabalhador,do empregado vadio,
Do que não tem para comer nesta vida.

Sentado na alta escarpa junto ao mar,
Pensa naquele sonho que não realizou,
O piar duma gaivota o poeta despertou,
Para ali junto ao mar, seu poema criar.

Vê nas nuvens a sua poesia esculpida,
Como o arco-íris carregado de saudade,
Como metáfora carregada de verdade,
Que fere o âmago com fina dor sentida.

O que deveras o poeta escreve ou entoa,
Jorra como nascente, em colina calma,
Silêncios, ausências o que lhe vai na alma,
Como ave solitária que no azul do céu voa.
Por: António Jesus Batalha.



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