Meus Poemas-76.


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BENDITA.

Bendita aquela que me gerou,
Bendita aquela que me fez nascer,
Bendita aquela que me embalou,
Que em seu colo me fazia adormecer.

Que com sua canção me acalentou,
Em noites frias escuras ou no alvorecer,
Com muito carinho meu coração inundou,
Na obediência e no amor me fez crescer.

Bendita a sua paciência e seu amor,
Sua imagem ficou gravada em meu peito,
Como sua voz,seu andar e o seu jeito.

Numa semelhança a uma linda flor,
Que cumprido seu tempo adormeceu,
Bendita essa mulher que tudo me deu.
Por: António Jesus Batalha.

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QUEIMA.

Queima estes versos atira a cinza ao ar,
Que seu pó seja arrastado pelo vento,
Levado pra longe fique no esquecimento,
Enterrado no mais profundo do alto mar.

Tira-os da mente que já os sei de cor,
Contempla-os apenas por um momento,
Talvez possam tocar no teu sentimento,
Então a minha alegria seria ainda maior.

Versos que escrevi são versos que sonhei,
O que vais fazer é contigo, eu não sei,
Faz o quiseres o que teu coração sente.

Sim sei que ele não engana e não mente,
Guarda-os como fosse amor nesta vida,
Para reveres se andares um dia perdida.
Por: António Jesus Batalha.

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SONHO.

De um sonho inventado,
Guardo imagens que são,
Invenções de sonho passado,
Sombras que as veras me dão.

Se por acaso estas regressam,
Causam-me enorme confusão,
Verdades que não confessam,
Os sonhos que já lá vão.

Em terra seca sem raízes,
Ainda que teve bom começo,
Deixou imagens bem felizes,
Imagens que não esqueço.
Por: António Jesus Batalha.

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